quarta-feira, 27 de maio de 2015

O primeiro protótipo

19 de fevereiro de 2015

Novais: Cara, você lembra daquele jogo de tempos atrás? A gente tinha um peão e o objetivo era chegar do outro lado do tabuleiro e os adversários iam colocando muros para atrapalhar??? Podíamos fazer algo semelhante, mas com efeitos mais elaborados...
Cafiero: Tipo, modificando a dinâmica e colocando um pano de fundo, né?

Foi assim que começou a ideia.
Partimos de uma inspiração no Quoridor, um jogo simples e rápido, mas que exige um raciocínio elaborado (confesso que, de 10 partidas contra o computador, com sorte, ganho uma). O conceito foi transposto, mas queríamos algo com mais elementos, acrescentamos cartas e rolagens de dados... e, uma semana depois, tínhamos o primeiro protótipo:

Ficou lindo, perfeito! Fomos jogar com muita empolgação! Primeira partida... deadlock! Nenhum de nós conseguia avançar de tanto que um interferia no jogo do outro. Tivemos que voltar para a prancheta, retirar cartas, modificar dinâmicas e balancear o jogo...

Depois acrescentamos o pano de fundo, fomos criando uma narrativa baseada na invasão de computadores. O Novais costuma seguir esse caminho, parte das regras para a história. Eu costumo seguir o contrário, da história para as regras. Não acho que nenhum esteja errado, Matt Forbeck escreveu:
Um jogo sem uma mecânica não é um jogo, é uma história.Um jogo sem uma metáfora não é um jogo, é um problema matemático.
Bonito isso, né? Eu li num livro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário